O significado de contar histórias através do cinema


O significado de contar histórias através do cinema

A pequena Thaís sempre gostou de histórias. Se encantava com livros, gibis, desenhos animados e filmes. As vezes até preferindo ficar dentro de casa assistindo desenhos do que brincar na rua com as outras crianças. E esse amor por histórias apenas permaneceu durante toda a vida. Ela já quis ser quadrinista da turma da Mônica, escritora de ficção fantástica e atriz. Essas coisas pareciam bem mais próximas do que criar um filme inteiro. Mas com uns 16 anos ela descobriu que era possível de verdade fazer filmes. Levou um tempo para ela entender que nem todo mundo vai ser médico ou advogado, mas quando isso aconteceu ela decidiu contar para os pais que ela queria estudar cinema.

            A decisão e estudar cinema não veio de uma vontade de criar grandes obras de artes, ou de fazer coisas lindas, mas da vontade de dar vida a histórias que de alguma forma tivesse algum significado na vida de quem assistiu, assim como muitos filmes tiveram impacto na sua.

Thaís entrou na faculdade de cinema muito perdida, sem uma noção muito plena do que ela estudaria ali, e de como ela poderia fazer um filme de verdade, e eu acho que essa é uma realidade da maior parte dos alunos que entram no curso. Porque alguém te dizer que tem como profissão fazer filmes parece mais um sonho do que realidade. É o tipo de coisa que antecede a pergunta “tá, mas você trabalha com o que?”.

A faculdade, por mais que você aprenda muita coisa, não tem muito a ver com a vida real. É como um teste, antes de você assinar a versão completa do jogo. O conhecimento adquirido é muito abstrato, as vezes a gente não entende como aplicar o que foi dito no que precisamos fazer, sem contar que são muitas pessoas trabalhando juntas com objetivos diferentes.

A única coisa mais perdida do que entrar na faculdade, é sair dela. É um pouco assustador, você passou 4 anos de esforçando muito, em vários projetos, que as vezes não estão finalizados, ou que apesar de um grande esforço coletivo não ficaram bons, e você não tem a menor ideia de como o mundo real funciona, e nem se as coisas que você aprendeu ao longo desses anos realmente vão te servir na versão real da vida.

Aos 22 anos, Thaís saiu da faculdade sem saber o que aconteceria depois. E ao acaso ela acabou recebendo um anúncio de uma vaga na Dodô Filmes. Uma oportunidade única.

Na Dodô tenho oportunidade de entender melhor como funciona a produção e processo de criação de um produto audiovisual, mas não só isso, também tenho a oportunidade de ser ouvida, de me expressar e dizer as coisas que penso, e por isso sou muito grata, e sempre serei.

 

Artigo de Thaís Berlanga, Produtora na Dodô Filmes